sábado, 8 de dezembro de 2012

9 apostas para redes sociais em 2013

A 23 dias do fim do ano, a empresa E.Life libera uma lista com apostas para as redes sociais em 2013. Segundo a companhia, que monitora o ambiente digital, pequenas e médias empresas deverão investir de forma mais ostensiva nas plataformas sociais e o varejo digital estará mais integrado aos aplicativos. 

Estas e outras percepções estão listadas nas nove tendências abaixo:


1. Pequenas e médias empresas vão investir mais em redes sociais.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Deloitte em 2012, e veiculada na revista Exame, 51% das PMEs investem em soluções de CRM e mídias sociais para aumentar o volume de vendas. Acreditamos que as pequenas e médias empresas serão uma grande força para os negócios online nos próximos anos.

2. Métricas dão lugar às KPIs e redes sociais sobem na escala de prioridades das empresas.

À medida que o monitoramento de redes sociais evolui e os diretores de grandes empresas percebem que essa ferramenta não serve apenas para acompanhar a performance de campanhas, novas demandas do planejamento estratégico passam a utilizar as informações coletadas. A ideia é encontrar dados que reflitam os hábitos de consumo do consumidor e procurar compreender como estes podem ser estratégicos para os negócios. Em 2012, diversas marcas relançaram produtos, mudaram embalagens ou investiram em serviços a partir de insights obtidos em redes sociais. Com a adesão dos presidentes à agenda (última fronteira), o tema deve ser ainda mais explorado em 2013 e os impactos, por sua vez, ainda mais aprofundados sobre o planejamento estratégico e de marketing das organizações.

3. Big Data

Todo engenheiro de software conhece bem as disciplinas de “mineração” de dados e criação de datawarehouses, ministradas desde os anos 90 nos cursos superiores de computação. Este ano, graças à explosão de informações que a Internet, em particular a mídia social, proporcionou, o termo Big Data passará a ser obrigatório também em reuniões de marketing digital.  O desafio de como lidar com um volume exponencial de dados internos e externos será real em 2013. Plataformas como o Twitter poderão facilmente ultrapassar 1.000.000 de postagens mensais mencionando uma grande marca somente no Brasil. De acordo com a revista The Economist, o mundo vai produzir 34.6 Zettabytes (1 trilhão de gigabytes) em 2020, saltando dos pífios 0.13 que produziu em 2005. Outra infraestrutura de servidores, largura de banda, banco de dados e algoritmos será necessário. Disso é que se trata o “problemão” criado pelos grandes dados.

4. Segunda Tela e Social Curation

Dois estudos recentes mostram que o hábito de usar as redes sociais e a TV simultaneamente é prática recorrente no dia a dia dos telespectadores ao redor do mundo. O levantamento sobre Trending Topics realizado trimestralmente pela E.life mostra que pelo menos 46% dos termos analisados no período tinham alguma relação com o conteúdo televisivo (neste percentual são inclusos por exemplo, esportes, que são televisionados em sua grande maioria). 

Em nossa pesquisa quantitativa anual “Hábitos de uso e comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais 2012”, perguntamos ao internauta sobre o uso simultâneo de internet e outros meios. Como resultado, 50,6% dos respondentes afirmaram utilizar simultaneamente TV e internet, corroborando os dados observados nos TTs. Algumas marcas como Banco do Brasil e Itaú já começaram a investir no uso de hashtags nas suas propagandas na TV, como forma de aumentar o engajamento dos consumidores em redes sociais sobre a campanha televisionada. 

O engajamento aumenta de 12% a 15% em relação a campanhas que não usam o hashtag. Devemos então esperar em 2013 campanhas mais sociais usando hashtag ou outras formas de integração às redes sociais ainda no primeiro semestre.

Uma destas formas é o uso de redes sociais ou plataformas de Social TV para fazer curadoria de conteúdos da TV, como eventos televisionados (por exemplo, jogos de futebol). Imagine um aplicativo social que apontasse o mapa completo dos eventos esportivos na TV?  Estes apps devem guiar o telespectador no consumo de conteúdos da televisão.

5. Ascensão do mobile

Somos 191 milhões de brasileiros (IBGE), mas já possuímos mais de 255 milhões de celulares (Teleco). Segundo o Ipsos, em média 14% da população brasileira tem um smartphone. A participação deste aparelho tende a crescer nos próximos anos. Pelo menos, 55 milhões deles têm acesso à rede 3G (Anatel). Dispositivos móveis como smartphones e tablets respondem cada vez mais pelo acesso a redes como Facebook e Twitter no Brasil. Estes dados não deixam dúvidas que a mobilidade (representada principalmente por estes dois equipamentos) tem um grande futuro como uma das telas da “vida” dos consumidores. Porém, é preciso entender que novas interfaces e mecânicas de comunicação devem ser definidas para dispositivos móveis. Mesmo o uso do smartphone difere bastante do uso do tablet. Uma pesquisa apontou recentemente que, enquanto os smartphones são companhias constantes, os tablets acompanham o consumidor mais no sofá ou na cama. Apesar das diferenças, conteúdos e apps para esses aparelhos continuarão como tendências em 2013.

6. Social CRM: maior participação no atendimento ao consumidor e novos formatos

Entre 1% e 3% das reclamações recebidas pelo SAC de grandes empresas que fazem atendimento em redes sociais têm como origem Facebook, Twitter e canais como o Reclame Aqui.  Este número deve beirar os 5% em 2013. O atendimento, porém, nas redes sociais deve se sofisticar com a utilização de aplicativos de atendimento, como o autoatendimento (onde o consumidor acessa um banco de perguntas e respostas mais frequentes) e o Unsourcing (onde consumidores respondem consumidores em dúvidas mais comuns em que não seja preciso acessar um banco de dados na empresa). Estas são as principais tendências da área para 2013.

7. SaaS em todo lugar

“Todo mundo na nuvem agora mesmo!” Será o grito de guerra ouvido ao redor do mundo em 2013. Se em 2012 a Amazon, a Microsoft e o Google estavam aperfeiçoando e divulgando seus serviços de cloud-base computing, em 2013 eles vão se preparar para colher dezenas de milhares de clientes no mundo todo. CEO, CFO e CTOs concluirão, ao mesmo tempo, que migrar o sofware para nuvem é muito, mas muito mais barato. Segundo dados do Gartner, 77% das companhias brasileiras vão aumentar investimentos nessa área. Mas, preparem-se para dar um passo atrás (ou vários) antes de saltar para frente: no Brasil, ainda faltam muitas soluções de software que escalem, sejam robustas e estejam preparadas para o “bicho papão” chamado big data (ver acima). Buzzmonitor.com.br e ContaAzul.com.br são exemplos nacionais bem resolvidos de SaaS que usam o estado da arte de navegadores e nuvem para tirar o máximo proveito da novidade. Mas outros, muitos outros virão.

8. Varejo social e conectado

O varejo vai aos poucos se integrando às redes sociais. Em 2013, os lojistas perceberão que check-ins no ponto de venda e programas de fidelidade baseados em redes sociais, como o adotado pelo Salvador Shopping vão contribuir bastante não apenas para atrair os consumidores ao ponto de venda, como também – e principalmente – para promover nas redes as ações mais “curtidas” ou lojas visitadas. O uso de smartphones, equipados com GPS, e a “mineração” dos likes do Facebook permitirão o desenvolvimento de aplicações muito refinadas para sugestão de compras no ponto de venda físico, assim como já existe no e-commerce.

9. Realidade Aumentada

Google Glasses foi apenas a ponta do iceberg para uma nova realidade. Enquanto os óculos de realidade aumentada do Google não “pegam” de fato, o consumidor deve esperar projeções mapeadas e realidade aumentada cada vez mais presentes no ponto de venda e em locais de grande tráfego de pessoas. O trade marketing vai começar em 2013 a incorporar estas novas tecnologias para atrair o consumidor ao estabelecimento e mantê-lo durante mais tempo neste espaço. Smartphones vão contribuir para dar mais poder ao consumidor. E shoppings centers serão o principal palco desta transformação. Aplicativos que reconhecerão embalagens e trazem mais informações sobre um produto podem diferenciá-lo no ponto de venda ou mesmo aumentar sua percepção de valor. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Falhas comuns em estruturas de servicedesk de Tecnologia da Informação


Se o seu banco te atende mal quando precisa resolver um problema, o que você pensa da empresa? O que você fala para seus amigos da operadora de celular da qual é cliente, depois de passar 01h no telefone esperando por um atendimento?

Esta é a mesma impressão que os colaboradores da sua organização têm do departamento de TI: exatamente a mesma impressão que criam do atendimento que recebem quando ligam para solicitar algo. Por isso, dizemos que o servicesk é a porta de entrada do departamento de TI: se as coisas vão mal neste setor, toda a TI está comprometida em termos de nível de satisfação da organização com os serviços prestados.

Neste artigo, elejo 06 problemas comuns e possíveis soluções que podem ajudar a quem gerencia um servicedesk de TI.

1) Dar pouca atenção ao servicedesk
Esta é a primeira e talvez mais comprometedora falha. Muitas vezes, a organização investe em analistas experientes, estruturação de escritórios de segurança, projetos e governança, cria cargos de direção de TI, entre outras ações para buscar excelência na prestação dos serviços, mas ignora o investimento em servicedesk. Como vimos na apresentação deste artigo, ele é essencial para a eficiência e eficácia de TI.

2) Imaginar que a culpa é dos atendentes, quando as coisas vão mal
O objetivo deste tópico não é proteger os analistas de atendimento, mas, muitas vezes imagina-se que atendentes melhores resolveriam os problemas atuais do servicedesk de TI, quando o nível de satisfação está baixo. Na verdade, é provável que os procedimentos, treinamentos e base de soluções, este sim, precisem de melhoria.

Um analista de servicedesk precisa estar muito bem treinado e contar com procedimentos eficazes que garantam que os atendimentos e soluções possam ser sanados rapidamente, seguindo padrões.

Para saber se você precisa se preocupar com este aspecto, proponho um exercício: observe durante um turno o trabalho realizado por seus profissionais de atendimento. Caso note que eles pensam muito durante as atividades e tomam decisões distintas para resolver incidentes ou atender requisições, desconfie de que há algo de errado. O atendimento em servicedesk não é uma atividade intelectual, seu exercício deve ser padronizado e objetivo.

3) Imaginar que a culpa é do usuário, quando o segundo nível é contactado sem passar pelo servicedesk
O departamento de TI deve assumir a responsabilidade pela mudança cultural relacionada ao usuário buscar o atendimento no primeiro nível. Partir do pressuposto que na sua organização a cultura não muda e o usuário é resistente só irá prejudicar.

Estude e aplique técnicas de conscientização, emita relatórios do uso adequado/inadequado do servicedesk de TI segmentado por departamentos e busque as pessoas com autonomia que ofereçam suporte a adaptação da cultura.

4) Não definir Acordos de Nível Operacional entre equipes internas
Um dos aspectos que mais preocupa gestores de servicedesk de TI: muitas vezes existem Acordos de Nível de Serviço(ANS) bem definidos para o atendimento realizado no primeiro nível e para a solução do incidente / requisição como um todo, mas faltam ANO’s.

A inexistência destas metas entre equipes internas dá origem a ações de contorno tais como “pausar o chamado”, fazendo com que o tempo total de solução do incidente seja comprometido. O resultado é que existem situações em que os ANS’s são reportados como excelentes, mas o usuário fim está insatisfeito, pois o ANS real está superando em muito a expectativa. Se você possui diversos incidentes/requisições acumulados a dias em um ou mais departamentos, provavelmente está enfrentando esta situação.

5) Falta de auditoria
Por serem atividades rotineiras e, muitas vezes, de alto volume, os atendimentos realizados pelo servicedesk devem ser sempre auditados para garantir aspectos como:
  • classificação correta;
  • conformidade com procedimentos;
  • escalonamento correto;
  • tratamento adequado ao usuário solicitante.
  • Desvios e falhas devem ser mensurados e reportados frequentemente.


6) Não avaliar a satisfação do usuário final
Deixar de lado esta ação pode comprometer o atendimento que está sedo realizado. Como saber agir e se comportar sem conhecer a satisfação de quem está recebendo o serviço? Lembre-se que toda gestão deve ser baseada em informações e não em especulações.

Fonte: Portal GSTI

Até breve com mais um Tecnologia em Foco
Sérgio Rodrigo de Abreu

terça-feira, 30 de outubro de 2012

07 motivos para você adotar o gerenciamento do portfólio de serviços de TI, segundo as melhores práticas da ITIL V3


Dentro do escopo da biblioteca da ITIL V3, o gerenciamento do portfólio de serviços de TI é o processo da etapa da Estratégia que tem como objetivo gerenciar os serviços de TI durante todo o ciclo de vida, focando no valor que este serviço entrega para a área de negócio. Em outras palavras, é o processo que estabelece como seu gestor irá executar ações como:


  • Definir quais serviços propostos estão associados a objetivos de negócio;
  • projetar as métricas, demonstrando o valor a ser entregue pelo serviço novo ou alterado;
  • aprovar serviços novos ou alterados a serem entregues ao(s) cliente(s);
  • acompanhar indicadores estratégicos do serviço durante o ciclo de vida;
  • aposentar serviços quando estes não entregam mais o valor esperado;
  • agir com requisições de mudança para ajustar serviços que devam se adequar melhor a área de negócio;
  • relatar os indicadores dos serviços com foco estratégico, demonstrando o valor que eles agregam ao negócio da organização;
  • entre outros.


Ou seja, este papel estratégico dentro do departamento de TI simplesmente deve se responsabilizar pelo retorno de investimento para os serviços entregues, cuidando para que eles se adequem as necessidades de negócio.
A seguir, elejo 07 benefícios notados quando aplicado o processo de gerenciamento do portfólio de serviços de TI. Espero que seja útil!

1) Contribui para melhor retorno de investimento em TI
As atividades deste processo cuidam para que o serviço seja analisado e acompanhado, garantindo que apenas serviços adequados estejam em operação. O próprio aprendizado do processo tornará seu gestor assertivo, com o passar do tempo, fazendo com que suas métricas sejam pensadas e repensadas, buscando aquelas que realmente preveem e acompanham o resultado dos serviços de TI na área de negócio.

2) Ajuda a justificar novos serviços
Junto com o processo de gestão financeira, este processo irá definir atividades que projetam as consequências do novo serviço quando este estiver em operação, considerando benefícios, retorno de investimento e também riscos. O gestor do portfólio (ou gestor do produto), portanto, irá trabalhar para identificar as projeções que sejam compreendidas pela área de negócio.

3) Contribui para evitar o acúmulo de serviços desnecessários
A ausência deste processo é diagnosticada no ambiente de TI, sobretudo, quando são detectados diversos serviços para quais não existe uso significante, necessidade explicita ou mesmo conhecimento de sua existência pela organização. Licenças de software desnecessárias, sistema quais não se utilizam 10% das funcionalidades, equipamento ociosos; todos estes são exemplos de situações indesejadas que podem ser evitadas se há uma boa gestão do portfólio de serviços de TI.

4) Ajuda a prover uma imagem estratégica do departamento de TI
Nem sempre é fácil demonstrar que TI deve fazer parte da estratégia da organização. A ação de um bom gestor deste processo pode ajudar a conviver com este desafio, pois ele relata freqüentemente como os indicadores de desempenho de TI contribuem para a estratégia da empresa. Este processo é fundamental para ligar este pontos: objetivos de TI x objetivos de negócio.

5) Melhora a comunicação entre TI e área do negócio
Consequência do objetivo 04: o uso de métricas e linguagem de negócio para acompanhar os serviços de TI trará uma compreensão maior a área de negócio em relação ao que eles representam para a organização.

6) Contribui para uma melhor modelagem dos serviços de TI
O sistema deve ser desenvolvido internamente ou terceirizado? Adquirir desktops ou contratar como um serviço? Qual estrutura de servicedesk utilizar? Este processo contribui para encontrar respostas como estas. Seu gestor deve acompanhar e estar atento para as melhores decisões, baseadas no aprendizado com suas próprias atividades e técnicas. Ele ele deve usar o modelo mais adequado do serviço, baseado na utilidade e garantia, mantendo também a eficiência de custos.

7) É Fator crítico de sucesso para o Planejamento Estratégico de TI
Por ultimo, vale lembrar que a execução adequada deste processo é essencial para que o planejamento estratégico de TI (PETI) seja traduzido em serviços adequados entregues durante o ciclo de vida dos serviços. O portfólio é uma peça importante entre o plano estratégico e a etapa de desenho de serviços.

Fonte: Portal GSTI

Até breve com mais um Tecnologia em Foco
Sérgio Rodrigo de Abreu