quinta-feira, 5 de abril de 2012

e-atestado - Contra os falsos atestados médicos


Para evitar fraudes no sistema de saúde, a Associação Paulista de Medicina lançou o e-atestado, um atestado médico digital que poderá ser usado por médicos do estado de São Paulo a partir do dia dois de abril.

Assim, ficará mais fácil para os empregadores verificarem a autenticidade dos documentos apresentados pelos funcionários, e tudo acontece online. Para usar, é fácil: basta o médico possuir o e-CPF, documento eletrônico de identidade, e registrar os dados do paciente.


"Os atestados digitais têm exatamente os mesmos campos dos impressos, mas, como são preenchidos eletronicamente pelos médicos, não podem ser falsificados depois", diz Paulo Tadeu Falanghe, diretor de Previdência e Mutualismo da APM, segundo o site da Associação.

No modo eletrônico, um atestado com um número identificador é gerado. Esse número é o que será usado para consultas de autenticidade. Porém, há um custo de R$ 1,00 por cada atestado. Esse valor pode ser pago pelo próprio médico ou pela empresa, que vai adquirir os documentos e os fornecerá para os profissionais que atendem seus pacientes.

Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina, diz que não há "uma dimensão exata das fraudes, mas sabemos que é uma coisa comum". Ele explica que o e-atestado poderá comprovar a veracidade do documento, e não existirá mais a necessidade de chamar os médicos para prestar possíveis esclarecimentos na delegacia.

A Associação pretende ampliar o e-atestado, atingindo outras áreas como as de laudos de perícia, receitas de medicamentos de alto custo e até de remédios comuns. Mas, para esses casos, ainda não há previsão de criação ou implantação da ferramenta.

Meinão diz que "é como a questão do imposto de renda", que antes era feito em papel e hoje pode ser enviado em forma eletrônica. Ele também diz que "a sociedade entendeu que é preciso minimizar ao máximo o uso do papel e usar métodos mais modernos e seguros".

Hoje, existem casos de pessoas que nem sequer são médicos e utilizam blocos de atestados roubados e até carimbos falsificados em nome de profissionais. Além disso, também existem os atestados legais, que são emitidos apenas para favorecer o paciente.

Fonte: OlharDigital

Até breve com mais um Tecnologia em Foco
Sérgio Rodrigo de Abreu

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Engenharia Social: Seus funcionários são sua maior vulnerabilidade em segurança.


Eis uma ameaça à segurança que não se pode combater com tecnologia. Prevê-se que ameaças à engenharia social estão surgindo. Mas, o que é engenharia social? Se você está fazendo essa pergunta, pode ser a hora de melhorar sua segurança de TI.

Uma nova e traiçoeira ameaça à segurança da TI surgiu, da qual nem mesmo firewalls, senhas e dispositivos de segurança podem proteger você. Essa ameaça é a engenharia social: um tipo de fraude na qual os profissionais obtêm informações ou acesso ao sistema do computador por meio de artifícios ou trapaças contra uma pessoa. No mundo da segurança corporativa, seus funcionários, e não sua tecnologia, são aqueles que apresentam a maior vulnerabilidade à engenharia social.


Um relatório recente que aborda a ameaça da engenharia social à segurança da informação indica que 48% das empresas já sofreram ataques da engenharia social. O mesmo relatório, apresentado pela Dimensional Research, mostra que 34% dos participantes da pesquisa não instrui seus funcionários sobre tais perigos. Embora ter um engenheiro social de boa fé ao seu lado pareça ser ideal, nem sempre isso é possível. Sua melhor saída é pensar como os fraudulentos e manter seus funcionários (frequentemente o elo mais fraco) bem informados.

O que veio primeiro: o hacker ou a necessidade de impedí-los? No caso da engenharia social, não se trata da questão do ovo e da galinha. Aqui, há uma causa evidente. E se você conseguir pensar como um engenheiro social, considere isso como sua passagem para a segurança no emprego.

É possível combater o fogo com o fogo? De acordo com o ex-hacker, renomado mundialmente, Gregory Evans, os gerentes de TI não têm conhecimento o bastante sobre segurança. Confiar unicamente na equipe de TI para impedir que hackers acessem seus dados é como depender somente da infantaria, diz Evans. Ele acredita que você precisa de segurança equivalente aos SEALs da marinha americana, que são conhecidos sobretudo por seus papéis nada convencionais nas guerras.


Alguns alegam que isso é como contratar um incendiário para apagar incêndios. Porém, em relação à segurança da empresa, existe motivo para confiar naqueles que sabem como enganar? Talvez.

Os tradicionais profissionais da TI seguem as regras à risca. Eles estudam, aprendem e passam em todos os testes corretos. Os hackers e os engenheiros sociais, por outro lado, fazem qualquer coisa menos seguir as regras. De acordo com Evans, é possível planejar tudo o que quiser em um ambiente controlado, mas no final você estará batalhando contra o caos.

Você está em risco esteja você ciente disso ou não.

Em agosto do ano passado, a DefCon, a maior convenção de pirataria cibernética do mundo, mostrou que grandes empresas não são somente vulneráveis, mas também alvos fáceis. Na verdade, os participantes da convenção que fizeram parte de um jogo de hackers acharam a tarefa tão fácil quanto atender um telefone. Em um dos casos, um falso administrador de TI, que precisava de informações, foi persuasivo o bastante para que um funcionário compartilhasse informações de bom grado.

O fato é que, uma vez que haja humanos para impedir, haverá estratégias de engenharia social para enganar. Homens “venderam” a Torre Eiffel e a Ponte do Brooklyn. Outros fizeram a limpa em contas bancárias com esquemas Ponzi complexos. O que é mais surpreendente é que esses fraudulentos encontram pessoas que caem em suas conversas. Por isso, quando um funcionário novo recebe uma ligação de alguém alegando ser da TI, tenha certeza de que ele conhece o protocolo.

Os funcionários são sua maior brecha

Funcionários mal treinados são uma enorme responsabilidade, mas mantê-los conscientes dos riscos pode devolver a você o controle. Saber que os engenheiros sociais procuram rachaduras na armadura de sua empresa ajuda você a se manter um passo à frente da insensatez. De acordo com a Network World, todo funcionário é um alvo viável. Oitenta por cento dos enganados não são os “figurões” com acesso a todos os dados importantes, eles são funcionários comuns.

É extremamente difícil se manter despercebido hoje em dia. Afinal, há uma infinita quantidade de informações prontamente disponível nos sites de mídia social. Os engenheiros sociais estão bem cientes do valor que essas informações representam. Não somente estão disponíveis gratuitamente para o acesso, mas também preenchem lacunas de estratégias para completar ataques. Os profissionais de TI que entendem esses riscos e conseguem transmitir o conhecimento adequado aos funcionários que costumam se apresentar como a maior ameaça à segurança da organização estão com alta demanda. Eis algumas das melhores práticas que todos os profissionais de TI devem compartilhar com funcionários:

  • Treine os funcionários, mantenha-os atualizados e conscientize-os de seu papel potencial;
  • Sugira a implantação de configurações de privacidade mais rigorosas em sites de mídia social que disponibilizam informações profissionais
  • Restrinja o uso do e-mail da empresa para uso pessoal
  • Mantenha uma política de segurança no âmbito da empresa, a qual aborde expectativas e melhores práticas
  • Mantenha um treinamento contínuo
  • Seja um herói da segurança


O objetivo é proteger sua empresa e seus dados de engenheiros sociais desonestos; faça isso e você será insubstituível. Lembre-se, os principais aspectos aprendidos são:

  • Ter consciência da ameaça (engenheiros sociais procuram pessoas que baixem a guarda)
  • Saber pensar como o inimigo (significa manter-se sempre informado)
  • E talvez o mais importante seja saber como treinar seus funcionários (eles são sua primeira linha de defesa)
  • Se não for possível contratar segurança do nível dos SEALs, você precisará da infantaria mais forte e consciente possível.

Fonte: HP

Até breve com mais um Tecnologia em Foco
Sério Rodrigo de Abreu

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Recuperação de Desastres de TI - Brasil é o lanterna do ranking

Companhias em todo o mundo estão em média 14% mais preparadas para backup e em relação ao ano anterior. O Brasil, no entanto, está na contramão desse resultado e é o último do ranking no Índice Global 2012 de Recuperação de Desastres, levantamento realizado pela Acronis, provedora de soluções de recuperação de desastres e proteção de dados, em parceria com o Instituto Ponemon.

"Em solo nacional, esse cenário se formou porque a economia aquecida faz com que empresas invistam na infraestrutura para impactar diretamente na operação e deixam a segurança em segundo plano", avalia Xavier Aguirre, diretor de Vendas para a América Latina da Acronis. "A falta de investimento em segurança no Brasil é uma questão cultural. No momento, as atenções se voltam para o crescimento", completa Thiago Cardoso, country manager da Acronis no Brasil.

Na pesquisa, realizada de setembro a outubro de 2011 e que incluiu 18 países e 6 mil funcionários de TI de empresas com menos de mil empregados, os países foram classificados em uma escala de -5,0 a +5,0, com base nos níveis de confiança de suas capacidades de backup e recuperação. O Brasil teve o nível mais baixo, marcando -0,9. A Alemanha obteve a maior pontuação, com +2,1.

Os gerentes de TI brasileiros entrevistados expressaram significativa preocupação em relação à qualidade de gerenciamento de seus sistemas de backup e recuperação de desastres, questionando se os recursos para implementar medidas abrangentes estão sendo usados pelas empresas que representam.

Apenas 13% dos entrevistados no Brasil "concordaram fortemente" que suas equipes de segurança e TI estão qualificadas para executar operações de backup e recuperação em caso de alguma emergência (ataques pela internet, desastres naturais etc), enquanto 44% “discordam fortemente” que seus executivos de negócios sejam favoráveis à implementação de operações de segurança contra desastres e backups.

Aguirre diz que os resultados indicam que ainda há espaço para incrementar o uso de sistema de  backup em solo nacional. "Trata-se de uma oportunidade para as empresas começarem a investir em serviços que  serão uma segurança no futuro", opina.

Ele lembra que se uma companhia consome cerca de uma semana para recuperar dados críticos, corre o risco de ir à falência. "Além disso, a organização perde clientes importantes, dinheiro e se coloca em posição complicada no mercado de atuação." Segundo a pesquisa, em média, os entrevistados no Brasil disseram que uma parada no sistema custa quase 300 mil dólares por ano. Outro dado relevante, diz Aguirre, é que 64% dos entrevistados brasileiros disseram que o fator que mais contribui  para o tempo de inatividade é o erro humano.

Fonte: cio.uol.com.br

Até breve com mais um Tecnologia em Foco
Sérgio Rodrigo de Abreu